Água Branca

Cliente
Prefeitura de São Paulo
Ano
2015
Status
Concluído

GALERIA

 

OBJETIVOS

A proposta apresenta a implementação de um novo modelo de propriedade e gestão para projetos urbanos reconhecendo que os mecanismos existentes para a produção do espaço urbano ora estão apresentam distorções provocadas pelo mercado imobiliário, ora conhece as dificuldades de gestão de um parque puramente público dedicado à habitação e outros usos.
Parte do princípio que esta terra é publica portanto pertence ao Bem Comum e necessita assim permanecer pública.
A proposta constitui a possibilidade de gestão do espaço de forma comunitária, com alta qualidade espacial e que NÃO PRODUZA ÔNUS PARA O PODER PÚBLICO, baseada na produção de espaços múltiplos, variados em termos tipológicos e sociais, com poder de qualificação não só do espaço interno ao projeto, mas também do entorno.
Elaboração de um modelo econômico baseado na ideia da PROPRIEDADE COMUNITÁRIA, nas seguintes condições.
A gleba será integralmente gerida de forma comunitária.
A gleba será integralmente concedida (concessão por 99 anos) a uma Fundação Gestora (FG) que se responsabilizará por todo o programa de investimentos e pela gestão do espaço. Suas atividades serão reguladas, auditadas e fiscalizadas por instrumentos legais já existentes como a Curadoria das Fundações, que determina que toda Fundação seja fiscalizada pelo Ministério Publico (Constituinte Federal, 1988 artigo 66).

A nova paisagem edificada apoia-se nos ciclos da natureza e no reconhecimento das características do lugar, estabelecendo um sistema eficaz de drenagem e uso dos recursos disponíveis. Com soluções tecnológicas e práticas sustentáveis visa minimizar o impacto no sistema público de águas pluviais.
A estratégia de infiltração natural não se mostra viável na região de várzea do rio, pois o lençol freático é alto e o solo argiloso. Adotou-se como diretriz para a drenagem superficial da áreas públicas, a filtragem e a retenção como estratégias de diminuição de carga difusa de poluentes, e o impacto de contribuição das águas no sistema existente, nos períodos de maiores chuvas.
Reconhecendo a interposição em diversas escalas de contribuição, o projeto utiliza recursos de captação na escala dos edifícios institucionais, e nas unidades de mercado, e também na interligação de trincheiras drenantes e filtros de retenção da agua limpa ao sistema público.
Para o desague da agua excedente na rede pública, se faz necessário um estudo mais aprofundado para aferir se é possível utilizar a nova canalização do córrego Agua Preta, ou a criação de novas redes, para um volume de água que se imagina menor que 30% do volume de agua recebido nos períodos de chuva.

PARCEIROS

Abril 2015
arquitetos:

Catherine Otondo – BASE URBANA
Marina Grinover – BASE URBANA
Jorge Pessoa – PESSOA ARQUITETOS

consultores:

urbanismo e gestão de empreendimento – Renato Cymbalista
infraestrutura – Gustavo Ferreira – ARUP
mobilidade – Denis Mani – ARUP
infraestrutura urbana – Pablo Lazo – ARUP
geotecnia – Antônio SObral – GEOBRAX
drenagem – Ricardo Mendes – GEASANEVITA
projeto de estrutura – Justin Stolze – ARUP
projeto de fundações – Debora Macchado – ARUP
projeto de instalções prediais – Andrew Marchesin – ARUP
orçamentista – Mauro Zaidan – NOVA ENGENHARIA

equipe:

Bhakta Krpa
Denis Joelsons
Florencia Testa
Lívia Marquez
Luísa Fecchio
Matheus Tonelli
Patricia Mieko